quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Jaguar (* 29 de fevereiro de 1932 - )

Há 80 anos, em 29/2/1932, nasceu no Rio de Janeiro o cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, o Jaguar.

Ele começou sua carreira em 1952 na revista Manchete e, em 1969, lançou com os jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral o semanário O Pasquim, reconhecido por seu papel de oposição ao regime militar.

Em 5 de abril de 2008, Jaguar e outros vinte jornalistas que foram perseguidos durante os "anos de chumbo" tiveram seus processos de anistia aprovados pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Ele e o cartunista Ziraldo receberam as maiores indenizações: 1 milhão de reais cada um.


Você sabia que sua obra "Ninguém É Perfeito", lançada em 2008 no Brasil, foi publicada pela primeira vez na Argentina, em 1973?

Jaguar diz no texto introdutório de "Ninguém É Perfeito" que seu livro de cartuns tem uma história de publicação mais interessante que os desenhos de humor nele contidos.

A declaração pode aparentar um ar modesto do velho cartunista.

Pode até ser. Mas, de fato, os bastidores da obra são tão -ou mais- saborosos quanto o conteúdo dela.

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A concepção do livro de cartuns teve início em 1972, pelas mãos de um editor argentino.

Ele convidou Jaguar para publicar alguns de seus cartuns em uma coleção que se propunha a dar um panorama dos autores do humor gráfico latino-americanos.

O cartunista, na época editor de humor do "Pasquim", diz que entregou um punhado de desenhos.

Dois meses depois foi convidado para o lançamento, em Buenos Aires.

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No lançamento, já em 1973, teve a oportunidade de conhecer os principais nomes dos quadrinhos da Argentina.

Viu de Fontanarosa a Quino, o eterno pai de Mafalda, personagem que prefacia a obra (trata-se de um comentário de Mafalda, em um balão, sobre o trabalho do brasileiro).

O contato -diz Jaguar na introdução da obra- rendeu amizades mantidas até hoje. E pelo menos uma mais uma boa história.

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O brasileiro conta que aconselhou Quino a parar de produzir as tiras de Mafalda.

"Insisti que se continuasse desenhando a Mafalda endureceria seu traço. História em quadrinhos e cartum são incompatíveis; na minha opinião, o cara tem de optar."

Uma semana depois, Quino parou de produzir a personagem.

"É claro que não o levei a isso", acrescenta Jaguar, na introdução. "[Quino] Já deveria estar remoendo essa ideia e o meu palpite talvez tenha sido a gota d'água."

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O livro -lido pelos brasileiros 35 anos depois do lançamento argentino- traz o estilo característico e provocativo dos desenhos de Jaguar.

O título seria o elo comum entre todos os cartuns. "Ninguém é perfeito", segundo o cartunista. "Mas poderia ser pior", faz questão de acrescentar.

A obra segue raciocínio semelhante. Poderia ser perfeita. Mas a história por trás dela é melhor. É, Jaguar, você acerta. Poderia ser pior.



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

16 de fevereiro: Dia do Repórter



Jornalistas revelam desafios e "saias justas" da profissão

Saia justa de repórter não é só quando a caneta e o gravador falham, ou quando se esquece o nome do entrevistado. Além disso, os desafios da profissão são grandes. Nesta quinta-feira (16/2), dia do repórter, profissionais da rádio CBN, O Globo, Estadão, R7, revista Brasileiros e Rede TV! contam suas experiências.

Para falar sobre as dificuldades da carreira, situações constrangedoras, relacionamento com as fontes, piores tipos de entrevistados e o que ainda falta melhorar na profissão, o Comunique-se ouviu Fabíola Reipert (R7), Ricardo Kotscho (Brasileiros), Jotabê Medeiros (Estadão), Roseann Kennedy (CBN), Chico Otávio (O Globo) e Kennedy Alencar (Rede TV! e ex-Folha de S. Paulo). Acompanhe os depoimentos:

Dificuldades

"A maior dificuldade que um repórter enfrenta é quando mentem, quando tentam enganar ele. Sendo que a gente tem a informação correta" – Fabíola Reipert.

"Desde o salário baixo, que é bem comum na nossa profissão, até processos e ameaças" – Jotabê Medeiros.

“Um dos desafios é mudar de cidade, ter que se afastar da família. Eu já fui para o interior, Curitiba, agora estou em Brasília. No dia a dia é a busca sem descanso do que é falso e verdadeiro” – Roseann Kennedy.

“É o dano moral. É um instrumento da democracia, que eu respeito, mas tornou a nossa vida mais espinhosa. Outra coisa é a falta absurda de cultura da transparência, na área de governo. Essas coisas acabam travando o seu trabalho” – Chico Otávio.

"São 46 anos de carreira, não me lembro de nenhuma em especial. Mas toda matéria é difícil de fazer e tem que ser encarada como a primeira e a última que o repórter fará" – Ricardo Kotscho.

"Cobertura da guerra no Kosovo, em 1999, e a do Afeganistão, em 2001" - Kennedy Alencar.

Saia justa

"A pior saia justa que tem é quando você percebe que a pessoa te vira a cara. Estou fazendo o meu trabalho e vejo muitas pessoas me virando a cara. Já tentaram até me bater" – Fabíola Reipert.

“Foi um dilema ético. Foi a história de um professor de Embu que entrou em contato comigo para dizer que estava estranhando que muitos alunos estavam dormindo na sala de aula. Fui até o local e descobri que esses alunos trabalhavam de madrugada em uma olaria. Conversei com o dono da olaria e ele explicou que não obrigava ninguém a trabalhar, que não tinha funcionários registrados e que os pais dessas crianças que levam elas para trabalhar. Fiquei em dúvida se deveria publicar essa história, até para não prejudicar ainda mais essas crianças. Decidi publicar e não deu outra, no dia seguinte da publicação já tinha a polícia na olaria. Às vezes a gente quer ajudar, mas acaba prejudicando ainda mais" – Ricardo Kotscho.

"Foi em 1998. Fui na casa da Gal Costa, em Trancoso (interior da Bahia), e fomos fazer a entrevista em um restaurante. Na segunda pergunta que fiz, ela começou a gritar, disse que eu não era jornalista. Todos no restaurante pararam para ver ela gritando. Já fui fazer matéria em baile funk e com os skynheads. Mas, essa da Gal foi a maior saia justa que tive na minha carreira" – Jotabê Medeiros.

“Quando eu trabalhava em polícia passei por uma situação investigando um ponto de tráfico em Recife. Chegamos e fomos recebidos por tiros. Descemos pelo lado do córrego, com as costas no chão, cheio de lodo. Deixei de trabalhar em polícia, porque cansei de ser ameaçada de morte e ter que trocar de número de celular” – Roseann Kennedy.

“Quando o presidente da Petrobras, durante uma coletiva de imprensa, disse que eu não era bem vindo na empresa. Eu respondi que ele não era dono da Petrobras pra falar aquilo, que a Petrobras era do povo. Outras situações constrangedoras são quando as redes sociais tentam desqualificar o seu trabalho. Eu passei por isso quando enviaram um e-mail em meu nome para desembargadores” – Chico Otávio.

"Foi minha primeira reportagem para a Folha. Eu era redator e que queria me tornar repórter e me mandaram ir ao hospital que o Jânio Quadros estava internado. Eu era muito foca, 22 anos, entrei sem me identificar como jornalista e fui até o quarto que ele estava, cheguei perto e falei 'uma palavrinha' e ele respondeu 'vá à merda'. Depois disso, ele chamou os seguranças que me retiram do hospital, mas voltei e falei que queria saber se ele estava bem. No final das contas consegui conversar um pouco com o Jânio" - Kennedy Alencar.

Pior tipo de entrevistado

"É a celebridade que acha maior do que é, 'as estrelinhas'. O ruim é que tem gente que quando precisa aparecer na mídia corre atrás de nós. E quando não precisam destratam" – Fabíola Reipert.

"Eu não gosto de celebridades, até de políticos eu tento fugir. Prefiro criar novos personagens, entrevistar pessoas que são desconhecidas" – Ricardo Kotscho.

"É aquele imbuído de autoridade, que quer mostrar e impor isso na entrevista. E isso acontece em várias esferas, não somente na política" – Jotabê Medeiros.

“Não existe pior entrevistado, existe pior momento para entrevistar. O pior momento é quando o repórter tem que fazer cobertura de tragédia e entrevistar a família que perdeu alguém” – Roseann Kennedy.

“Eu sou fã do Luis Fernando Veríssimo, mas ele não é um bom entrevistado. Foi a minha entrevista mais difícil, porque ele é monossilábico, tímido. Não é por má vontade, é o jeito dele. Eu achei que ia ser uma super entrevista, mas não foi” – Chico Otávio.

"O pior tipo de entrevistado é aquele que fala pouco, que se fecha, que tem desconfiança do repórter. E ainda mais na área que cubro, bastidores da política, tem muita gente que não gosta de ouvir perguntas" – Kennedy Alencar.

Pontos a melhorar na profissão

"Melhorar as organizações de eventos, como o São Paulo Fashion Week. Tratam a imprensa como se fosse animal, ameaçam. A imprensa é tratada como intrusa, mas é necessária e merece respeito" – Fabíola Reipert.

"O que precisa mudar é que os repórteres estão indo pouco para a rua. Eles estão ficando muito tempo em frente ao computador, na redação. E na rua, você sai para fazer uma matéria e 'tropeça' em outra" – Ricardo Kotscho.  
"Precisa ser dada maior cobertura ao repórter. O profissional precisa ter mais 'costas quentes'. O repórter é o elo mais fraco da matéria e precisa ser defendido pelos próprios veículos de comunicação. O repórter sofre muita pressão, um exemplo recente é o que aconteceu no jornal baiano (A Tarde)" – Jotabê Medeiros.

"Acredito que existam muito bons repórteres no Brasil, o que precisam fazer é manter a qualidade e não deixar a liberdade de expressão cair”- Roseann Kennedy.

“Mais aposta dos editores nas reportagens, mais espaço no mercado, melhores condições de trabalho” – Chico Otávio.

"Precisa investir na formação e dar oportunidades para quem realmente deseja ser repórter. Acho que a qualidade dos repórteres tem melhorado cada vez mais" – Kennedy Alencar.

Fonte: http://jaeassunto.blogspot.com/2011/02/dia-do-reporter-jornalistas-revelam.html

terça-feira, 22 de novembro de 2011

22 de novembro: Dia do músico




22 de novembro é o Dia do Músico, todo aquele que está envolvido com a música: artistas, cantores, instrumentistas.

Os músicos exercem sua vocação e nos transportam por diversos mundos e estados de espírito. Mesmo no silêncio absoluto um detalhe muda tudo.

À noite envolvida no silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura o meu retrato
Mas na moldura não sou eu quem lhe sorri
Mas você vê o meu sorriso mesmo assim
E tudo isso vai fazer você lembrar de mim

Detalhes


A voz é um instrumento. Ouça essa "Força estranha":

Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha

Força estranha


Com um violão na mão, um músico pede a paz...

Eu não vou lavar roupa suja
Num tanque de guerra com bala e canhão
E esse barulhão não combina
Com a paz dos acordes do meu violão

Quero Paz


Músicos nos levam até mesmo a ir bem longe como numa "Cavalgada"...

Vou cavalgar por toda a noite
Por uma estrada colorida
Usar meus beijos como açoite
E a minha mão mais atrevida

Cavalgada


Músicos fazem parte de nossa vida do começo ao fim e a trilha sonora desse filme nós chamamos de "Emoções"

Se chorei
Ou se sofri
O importante
É que emoções eu vivi

Emoções


Parabéns e obrigado a todos os músicos!


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

5 de outubro de 1988: Promulgação da atual Constituição do Brasil

Há 23 anos, em 5 de outubro de 1988, foi promulgada em Brasília a atual Constituição do Brasil. Os Territórios Federais de Roraima e do Amapá foram transformados em Estados Federados, mantendo seus limites geográficos, e foi criado o Estado do Tocantins, pelo desmembramento de uma área do norte de Goiás.


Vamos ver quem acerta todos os estados brasileiros?


sábado, 13 de agosto de 2011

13 de agosto: Dia Internacional dos Canhotos

Você sabia que hoje se comemora o Dia Internacional dos Canhotos?
Ao redor do mundo os não-destros comemoram as vantagens e desvantagens de serem minoria em um mundo onde quase todos os objetos são desenhados para os destros.
De acordo com o verbete do Aurélio, canhoto significa “inábil, desajeitado e desastrado”. Outra palavra usada para designar os esquerdos é sinistro, que está relacionada ao mau agouro. Não é à toa que o dia dos canhotos é comemorado numa data bastante sugestiva: 13 de agosto.
Inteligentes, misteriosos, sinistros... Pouco importa. Ano após ano, os canhotos continuam despertando atenção. Sinistros, os canhotos aguçam a curiosidade. O número exato não se sabe, mas estima-se que cerca de 10% da população brasileira seja canhota. Apesar de ser um número pequeno, esse seleto grupo que prefere usar a mão esquerda, ao invés da direita, historicamente aguça a curiosidade das pessoas para explicar o porquê de alguém ser canhoto. Não são poucas as tentativas de explicações, inclusive com respostas que se transformaram em mitos, como por exemplo, "que quem usa a mão esquerda foi porque jogou pedra em Cristo" ou que essa condição é exclusiva de pessoas inteligentes. Mitos à parte, o que se sabe é que o canhoto chama a atenção, tanto que o dia 13 de Agosto foi dedicado para lembrá-los em todo o mundo, uma data considerada sinistra, assim como os canhotos.
A ciência não sabe porque as pessoas nascem canhotas. Apesar de muitas pesquisas desde o século 19, a ciência ainda não sabe explicar porque algumas pessoas nascem canhotas e a maioria nasce predisposta a usar a mão direita. Por muito tempo, os canhotos chegaram a ser considerados pessoas diferentes e geniais. Tudo porque alguns dos maiores expoentes da arte, da cultura e da ciência eram canhotos, ou "sinistros", como também são chamados. Esta hipótese tem pouco a ver com a verdade, porque se gênios como Leonardo DaVinci, Albert Einstein e Isaac Newton eram canhotos, por outro lado também o eram Jack, o Estripador (o famoso assassino de prostitutas que aterrorizou Londres no final do século 19), o pistoleiro Billy the Kid e a heroína francesa (meio santa, meio louca) Joana D’Arc.
A causa mais apontada para o “canhotismo” é a tendência genética. Quando ambos os pais são canhotos, a probabilidade de a criança nascer canhota é de 50%. Quando o pai é canhoto e a mãe é destra, ou vice-versa, as chances de nascimento de canhoto são de 17%. No caso de ambos os pais serem destros, as probabilidades de um filho sinistro se reduzem a 2%.
No entanto, não há comprovação de um gene que determine qual irá ser o hemisfério dominante do cérebro. Um exemplo sempre citado é o da Família Real Britânica, na qual o Rei George II, Rei George IV, a Rainha Victória, a Rainha Mãe Elizabeth e o Príncipe Charles são canhotos.

Mitos, verdades e mentiras
Em praticamente todos os continentes, crenças e lendas sobre o assunto são comuns:
- Na Grécia Antiga, o simples pronunciar “mão esquerda” era constrangedor.
- Na Idade Média, muitas mulheres canhotas foram queimadas pela Inquisição, apontadas como bruxas.
- Até mesmo na religião católica, o sinal da cruz é feito com a mão direita e Jesus está sentado à direita do Pai.
- Em alguns locais na Europa, na América e parte da África, e entre grupos de ciganos, quando a palma da mão direita coçar é sinal que a pessoa irá receber algum dinheiro; se for a palma da mão esquerda que coçar, então a pessoa perderá dinheiro.
- Na Escócia os supersticiosos acreditam que quem entra em casa pisando primeiro com o pé esquerdo acaba trazendo demônios ou má sorte para dentro do lar.
- Na tradição judaica, o Príncipe dos Demônios, que era chefe de Satanás, se chamava Samuel, ou Se’mol, uma palavra hebraica que significa "o lado esquerdo". A partir desta lenda, os esquimós têm a crença de que todos os canhotos são poderosos feiticeiros; em Marrocos, canhotos são considerados pessoas malvadas e demônios!
- Usar a mão esquerda, no Iran, é considerado uma atitude desonrosa. Assim, quando um ladrão era capturado, tinha a mão direita decepada como punição.
- Quando uma pessoa está infeliz, dizem que ela acordou "com o pé esquerdo".
- No passado, os judaicos tinham que manter-se longe da lista dos "Cem Defeitos Físicos" citados por Mai-monides. Entre eles, cegos, mancos, anões e, claro, canhotos.
- No Antigo Egito, o deus Set (que pode ser relacionado ao Satanás do Cristianismo) era também chamado de "O Olho Esquerdo do Sol", e era demoníaco e destrutivo, enquanto Horus, o Deus da Vida, era "O Olho Direito do Sol".
- No Budismo, Buda descreve que o caminho para o Nirvana (purificação e salvação) se divide em duas partes: um é o caminho da mão esquerda, que representa o jeito errado de se viver, e outro é o caminho da mão direita, digno para a purificação da alma.
- Nos países islâmicos e na Índia, a mão esquerda é considerada "suja" e as pessoas são proibidas de comer com a canhota.

Canhotos famosos 
Aécio Neves Político
Ailton Graça Ator
Alessandra Corine Ambrosio Modelo
Alex Gomes Ator
Álvaro Pereira Junior Repórter
André Nascimento Vôlei
Anna Bárbara da Fontoura Xavier Atriz / Modelo
Antônio Augusto Ribeiro Reis Jr Futebol
Antonio Carlos de Santana Bernardes Gomes Jr. Ator
Antonio Guerreiro Apresentador da TV Gazeta
Aparecido dos Reis Morais Gian da dupla Gian & Giovani
Ayrton Senna Piloto de F1
Bia Nunnes Atriz
Boris Casoy Jornalista
Bruno Laurence Jornalista
Claudia Raia Atriz
Cleiton Kurtz Willmutt
Cristiana Oliveira Atriz
Daniel Costa BBB 6
Diegho Kozievitch Ator
Edgard Scandurra Guitarrista
Enrica Duncan Atriz
Fábio Arruda  Consultor de etiqueta 
Fátima Bernardes Jornalista
Felipe Titto Ator
Fernando Meligeni Tenista
Flavia Alessandra Martins da Costa Atriz
Franck Caldeira Atletismo
Franco José Vieira Neto Vôlei de praia
Georgia Kyrillos Repórter
Gilberto Barros Jornalista
Giovana Echeveria Atriz
Giuliana Morrone Jornalista
Guilherme Vieira Ator
Gustavo Tsuboi Tênis de mesa
Henrique da Costa Mecking Xadrez
Hilton Antônio Mendonça Britto Jr. Jornalista
Hugo Hoyama Tênis de mesa
Humberto Carrão Ator
João Batista de Oliveira Figueiredo Presidente da República
João Velho Ator
José Eugênio Soares Humorista
José Maria Machado de Assis Escritor
Julia Magessi Atriz
L. S. A. De Rose Educador
Leila Gomes de Barros Vôlei e Vôlei de praia
Leilane Neubarth Jornalista
Letícia Barcelos Picado "Twiggy" Cantora
Letícia Levy Jornalista
Letícia Spiller Atriz
Luciano Szafir Ator
Lucio Sturm Jornalista
Marcelo Faria Ator
Marco Antonio Bologna Presidente da TAM
Marco Luque  CQC
Marconi Perillo Político
Marcos Bianchi MTV Rock Gol
Marcos Oliveira Ator
Maria Zilda Bethlem Atriz
Matheus Nachtergaele Ator
Maurício Ricardo Quirino www.charges.com.br
Micaela Martins Jacinto Basquete
Nelson Jobim Político
Olga Bongiovanni Jornalista
Raul Jungmann Político
Ricardo Bermudez Garcia Vôlei
Roberta Brasil BBB 6
Roberto Bruno da Silva Justi  Músico
Rodrigo Boccardi Jornalista
Romario de Souza Faria Futebol
Samantha Mendes Jornalista
Sandro Dalpícolo Jornalista
Sasha Meneghel Szafir Filha da Xuxa e do Luciano Szafir
Sérgio Dias Baptista Guitarrista
Tato Cantor (Falamansa)
Thaiane Maciel Atriz
Thomaz Belucci Tênis
Tino Marcos Jornalista
Tony Garrido Cantor (Cidade Negra)
Tony Kanaan Piloto F-Indy
Vilma Guilhermina Fernandes Negromonte Atriz
Viviane Pasmanter Atriz
Zezé Di Camargo Cantor




domingo, 17 de julho de 2011

Passeata Contra a Guitarra Elétrica - 1967

Jair Rodrigues, Elis Regina, Gilberto Gil e Edu Lobo
Há 44 anos, em 17 de julho de 1967, com o intuito de "defender o que é nosso", foi organizada em São Paulo a famosa "Passeata da Música Popular Brasileira", que entrou para a história como a "Passeata contra a Guitarra Elétrica", uma passeata contra a invasão da música estrangeira.

Uma das líderes desse movimento era Elis Regina. Gilberto Gil, meio desconfiado, também compareceu à marcha em defesa da MPB. Geraldo Vandré, Edu Lobo, Jair Rodrigues e muitos outros artistas que representavam a música brasileira à época (e até hoje) entoaram gritos contra a guitarra e a música norte-americana.

Chico Buarque não participou. Caetano Veloso, amigo de Gil, conta no documentário "Uma noite em 67" que ele também não foi à passeata, mas assistiu a tudo do Hotel Danúbio ao lado de Nara Leão.
Acho isso muito esquisito, ele teria dito.
Nara devolveu:
Esquisito, Caetano? Isso aí é um horror! Parece manifestação do Partido Integralista. É fascismo mesmo.

A tal passeata contra a guitarra elétrica se revela hoje um movimento infantil, bobalhão, como sugerem Caetano e o próprio Gil no documentário. Até mesmo "idiota", como diz o jornalista Sérgio Cabral, jurado no Festival da Record de 1967. Resgatar essa história, no entanto, revela muita coisa sobre a música brasileira.

Em 1967, a música ocupava o horário nobre da TV Record e gerava acalorados debates. A "Jovem Guarda" fazia enorme sucesso nas tardes de domingo e o programa "Fino da Bossa", apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues, começava a perder espaço. O êxito de Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa era, para muitos, um sinal de que a MPB estava perdendo força. E tudo isso acontecia em uma ditadura militar, o que fazia com que os debates ganhassem contornos de arena. Segundo Nelson Motta, "a Jovem Guarda representava a música jovem e a MPB, a música brasileira. E a gente se perguntava: por que não pode haver uma música jovem e brasileira?"

Três meses depois da passeata contra a guitarra elétrica, em outubro de 1967, começou a primeira eliminatória do III Festival da TV Record. Jornais, revistas e todos os meios de comunicação deram grande espaço ao evento mesmo antes de ele começar. Não faltavam elementos para tornar aquela disputa emocionante.

Caetano Veloso era conhecido pela maioria do público apenas pela sua vasta cultura musical. Duelava com Chico Buarque no programa "Esta Noite se Improvisa". No jogo, comandado por Blota Jr, ganhava quem conseguisse cantar uma música a partir de uma palavra dada pelo apresentador. O bordão "A palavra é..." se tornou famoso em todo o país. Quando subiu no palco pela primeira vez para defender "Alegria, Alegria", Caetano tinha ambições muito maiores do que o primeiro lugar. Apresentou-se com um grupo de cabeludos argentinos chamados Beat Boys que empunhava um instrumento profano para aquela plateia: guitarras elétricas. Recebeu uma imensa vaia. Entrou com uma cara furiosa e, sem pestanejar, atacou os acordes iniciais de sua música. As vaias foram baixando e alguns aplausos começaram a ser ouvidos. À medida que a música prosseguia, mais e mais vaias iam se transformando em aplausos. Caetano terminou ovacionado e, emocionado, tombou para trás. Caiu no chão de costas embevecido pelo estrondoso sucesso instantâneo. Estava provado que poderia haver uma música jovem e brasileira.

A maior surpresa musical do festival estava guardada para a segunda eliminatória. Para apresentar seu número, Gilberto Gil procurou o Quarteto Novo, composto por Hermeto Pascoal, Theo de Barros, Airto Moreira e Heraldo Do Monte. Mesmo tendo participado da passeata contra as guitarras elétricas, Gil estava profundamente influenciado pelo som dos Beatles - especialmente o disco "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band" -, dos Rolling Stones e da vanguarda do rock internacional. Na sua cabeça, pipocavam ideias de mesclar as guitarras de George Harrison e Keith Richards com o violão de Jorge Ben, a sanfona de Luiz Gonzaga e os ritmos regionais brasileiros com os sons eletrônicos. Eram ideias arrebatadoras. E o Quarteto Novo não topou a encrenca. O grupo acabou acompanhando Edu Lobo em "Ponteio". O maestro Rogério Duprat, que seria o arranjador da obra-prima de Gil, sugeriu que ele conhecesse uns meninos: um grupo de jovens de extrema sensibilidade musical e, principalmente, com afinidades estéticas em relação a Gil. Dessa forma, Rita, Arnaldo e Sergio - Os Mutantes - foram convidados a tocar guitarra, baixo e cantar "Domingo no Parque". Nos bastidores do festival, o repórter da TV Record Randal Juliano entrevistou Arnaldo Baptista ao lado de Gilberto Gil e perguntou: "Qual foi a reação de vocês quando Gilberto Gil chegou e disse: 'quero vocês no meu número no festival tocando guitarra elétrica'?". Arnaldo respondeu "nós achávamos que dava certo". Deu certo. A música de Gil também começou vaiada e conquistou o público durante a apresentação. Os jurados também ficaram de queixo caído.

Na finalíssima do III Festival da Música Popular Brasileira, "Domingo no Parque" (Gilberto Gil) ficou em segundo lugar, atrás de "Ponteio" (Edu Lobo). Em terceiro lugar ficou "Roda Viva" (Chico Buarque) e "Alegria, Alegria" (Caetano Veloso) ficou em quarto.

Além da qualidade musical, o III Festival da Record teve uma influência imensa na música brasileira. Segundo Nelson Motta, em seu livro "Noites Tropicais", "é naquele momento que explode o tropicalismo, que racha a MPB, que Caetano e Gil se tornam ídolos instantâneos, que se confrontam as diversas correntes musicais e políticas da época."

terça-feira, 12 de julho de 2011

12/07/1971: "Minha Voz Virá do Sol da América" vence nas IX Olimpíadas da Canção em Atenas

Há 40 anos, em 12 de julho de 1971, a cantora Cláudia foi a vencedora das IX Olimpíadas da Canção em Atenas com "Minha Voz Virá do Sol da América", de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle.





Minha Voz Virá do Sol da América
Vamos nós defendendo nosso amor
Sem acreditar na herança que ficou
De um temor que está no céu, no chão, no mar
Na sala de jantar
No quarto de dormir
Meu amor, feche a porta e meu olhar
Quando amanhecer
Sem notícias, sem jornal
Quero um beijo teu
Teu corpo, tuas mãos
Vamos dormir no chão
Do sul da América
Sabe, meu amor
Hoje somos dois
Quase ninguém nos vê
Quase ninguém nos quer
Mas eu vou te amar
Vou te amar
E amar
E amar
E amar
E eu vou te amar
E vão saber
Vão ouvir
Escutar a minha voz
Quando anoitecer
Vão ouvir o que eu disser
Minha voz virá
Do sul da América
Do sol da América
Do sal da América
Venha, meu amor
Venha, meu amor
Venha, meu amor
Vem amar